RODEIO
29.04
  • Tradicionalismo encanta adolescentes e jovens da Grande Florianópolis

Adolescentes e jovens que estão no Ensino Médio já têm muito com o que se preocupar, principalmente com o vestibular. Agora imagine quem faz parte do tradicionalismo gaúcho e tem que seguir à risca as tradições, saber de toda a história, participar dos rodeios e eventos tradicionais e ainda trabalhar e estudar.

Dentro do tradicionalismo gaúcho, os adolescentes, assim como todos os participantes, devem aprender sobre história da cidade, do estado, país, além de conhecer um pouco das raízes tradicionalistas. Peões e prendas de todas as idades trabalham muito durante o ano todo para participar de rodeios e representar o CTG do qual fazem parte.

Mas será que esses adolescentes, que participam ativamente dos rodeios pelo Brasil, realizando provas e ganhando prêmios, têm uma vida igual à dos outros jovens que passam os finais de semana na balada, na praia ou no shopping se divertindo com os amigos?

Renan Herculano Pereira, de 15 anos, e Grazielle Lima, de 16, participam de rodeios há bastante tempo e têm uma bela história para contar. O peão e a prenda, que representam o CTG Os Praianos, são estudantes do ensino médio como qualquer outro aluno da Grande Florianópolis, mas além dos compromissos com a escola eles têm um outro grande compromisso: manter e passar adiante a tradição gaúcha. Eles decidem seguir a tradição, mas para isso, abrem mão de muitas coisas pertinentes à idade para seguir em frente com aquilo que acreditam.

A grande festa Praiana, o 36º Rodeio Nacional CTG Os Praianos têm início no dia 30 de abril e como acontece em todas as edições, traz um grande leque de atrações. A festa, que reúne tradicionalistas e famílias em cinco dias de lazer, vai até o dia 04 de maio. Dentro da programação do 36º Rodeio do CTG Os Praianos encontram-se shows, provas campeiras, apresentações da invernada artística entre outros.

Grazielle Lima é a Primeira Prenda Adulta do CTG Os Praianos, mas ela conta que não foi fácil conquistar este título. A Prenda cursa o terceiro ano do Colégio Lavoisier do Kobrasol. A gauchinha de Porto Alegre mora há quatro anos em São José e, como qualquer outro adolescente, ainda está em dúvida se quer fazer física ou alguma engenharia.

Ela conta que “Ser prenda é representar o CTG em qualquer lugar que se vá, pilchada (roupa típica do tradicionalismo gaúcho), em qualquer evento artístico. Para participar e vencer o concurso a Prenda Mais Prendada, não é só ir lá e se apresentar, tem que saber da história do CTG, saber fazer prova campeira, artesanato e mostrar que sabe trabalhar, fazer comida típica, mostrar que é “prendada”, cantar, declamar e levar a tradição de geração em geração”. Para vencer o concurso, a estudante teve que fazer prova escrita sobre o CTG, a região e Santa Catarina; teve que apresentar uma peça de artesanato, que ela fez em madeira e declamar uma poesia, além de passar por entrevista com os organizadores do concurso e falar porque queria ser a Primeira Prenda e o que isso significava. Nos finais de semana que tem rodeio, ela acorda às 5 da manhã e passa o dia vestida tipicamente, até a hora de ir dormir.
No final do ano, quando tem muitos rodeios, ela passa os finais de semana acampando nos eventos e fala que perde muita coisa, mas por livre e espontânea vontade “larguei muita coisa pra ficar com o rodeio, abri mão de muita coisa para estar lá dentro e é muito bom, coisa boa, porque além de estar ali dentro, estou sempre aprendendo, primeira prenda aprende e ensina, não tem problema de abrir mão das coisas, deixo de ir pra praia, deixo de curtir os amigos para estar lá, construí uma família e tenho muitos amigos lá dentro, por mim eu construía minha casa lá dentro”. E um detalhe importante para estes jovens, namorar alguém de fora do rodeio, nem pensar, pois com os compromissos com o tradicionalismo, os namorados ficariam muito tempo sozinhos.

O começo desta história foi há 3 anos, quando conheceu um rapaz do CTG que a convidava para os bailes. Ela afirma que não gostava muito, mas depois que participou do primeiro ensaio nunca mais parou. Conta que “uma vez no colégio tinha uma mostra cultural e levei uma apresentação gaúcha, levei a artística, foi legal, tem professor que gosta, sempre tem alguém que faz piadinhas, mas fica pra traz”. Grazielle leva cerca de uma hora para se arrumar, mas diz que no começo levava bem mais tempo por falta de prática. Já Renan participa de rodeios desde os três anos de idade. Ganhou o primeiro troféu em 1996 em Vacaria com apenas 3 anos. Renan, apesar de ter apenas 15 anos já conquistou 500 troféus, de 1º, 2º e 3º colocação em provas de laço no país todo. No ano passado ele conquistou o troféu "Braço de Ouro", no título Campeão dos Campões, no município de Pato Branco, no Paraná. Braço de ouro é um rodeio brasileiro que tem em vários estados em todo o Brasil, e competem todas as idades na mesma prova e sai um único campeão.

Outro título importante deste jovem, que disputa laço desde os 3 anos de idade, foi a participação na seleção catarinense de laço no ano 2000, em Brasília, durante o Rodeio Internacional dos Campões, quando conquistou o primeiro lugar na modalidade vaca parada. Na prova individual, ficou na terceira colocação.

Em 2009, ele pretende buscar o prêmio Braço Diamante do Brasil, na categoria laço individual, entre jovens e adultos, durante o 14º Rodeio Internacional dos Campeões, previsto para acontecer na cidade de Araranguá / SC. Morador de Palhoça, Renan conta que cursa a primeira série do ensino médio no Centro de Educação Elcana e que pretende fazer veterinária ou administração. Participa de rodeios quase todo final de semana “minha vida é rodeio, ou estou em rodeio ou estou treinando laço”.

O jovem já conquistou prêmios Internacionais de categorias laço, Rédeas Piá e Guri: Campeão Internacional de Rédea em Vacaria (2002), campeão Internacional de Rolante (2005), Bi-campeão de Gravataí (2004e 2005), campeão Internacional do CTG Os Praianos de São José (2005), campeão Internacional de Osório (2007).

Os peões também passam por provas e por uma preparação dentro do tradicionalismo. “Tem que arrumar o cavalo, se arrumar, laço, demora um pouquinho até ficar pronto pra laçar”. Como esta quase sempre viajando deixa de lado os amigos da escola e as festas da galera. Mas, como ele mesmo afirma, “Tenho orgulho do que faço, sempre defendendo a bandeira do CTG Os Praianos de São José, e o estado de Santa Catarina. O rodeio é como se fosse parte da minha vida”. Neste ano Renan não vai participar das provas do 36º Rodeio Nacional do CTG Os Praianos porque quebrou o pé jogando futebol.
O peão e a prenda têm agora que se preocupar em trabalhar muito para representarem o 36º Rodeio Nacional do CTG os Praianos, que têm início nesta quarta-feira dia 30. O evento segue até o dia 4 de maio com competições e apresentações, além de gastronomia, exposições, shows e muitas outras atrações.
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